Não existe período do ano mais bonito que o Natal. Desista de achar outra data tão bela, porque não existe. É no Natal que o amor aflora, as empresas se confraternizam com seus funcionários, os amigos “ocultos” se revelam amorosos, o pai beija o filho na peça da escola e até os inimigos se permitem postagens sobre paz, amor e esperança. O Natal traz à consciência humana o sentimento da importância da coletividade, da relevância do ser e não do ter; traz a convicção de que é possível um mundo melhor se cada um fizer a sua parte. Por mais que o comércio lucre muito com presentes, o importante mesmo é desejar um Feliz Natal, cheio de amor e paz.

Papai Noel? Dia do Sol? Nascimento de Jesus?

Existem aqueles que preferem ressaltar que Papai Noel é o Bispo Nicolau, uma figura célebre no catolicismo por ajudar pessoas pobres. Dizem também que dia 25 de dezembro era considerado o Dia do Sol e, sendo considerada essa uma cultura pagã, a Igreja Católica tratou de santificar o dia, apregoando tal data como a do nascimento de Jesus Cristo. Além disso, afirmaram várias outras coisas que visam a tornar esta data como outra qualquer. Essas afirmações não estão erradas. A história nos mostra isso. Mas fico pensando como, muitas vezes, estamos desfocados da missão primária de Jesus que é fazer discípulos. Me pergunto, então, o que os discípulos de Jesus fariam diante dessa data fake: ficariam discutindo a respeito de uma data fictícia ou aproveitariam toda e qualquer situação para falar do amor de um Cristo real? Bem, a partir de Atos 17:22 Paulo usa um altar fake para pregar Jesus no meio de um povo idólatra, que tinha seu foco no próprio umbigo.

Uma data irreal?

Consigo entender que, se tenho uma data irreal, mas que celebra o Cristo real, que nasceu em Belém, como o texto bíblico afirma, cumprindo assim profecias milenares a respeito do Messias, então são pequenos demais meus argumentos para não promover paz, amor, inclusão e perdão na coletividade através do Natal. Ao contrário! Que incrível seria atestarmos para o mundo inteiro que tudo o que fazemos, no período natalino, não tem a ver com presentes, mas com “o” presente de Deus para a humanidade, que o amor que manifestamos uns ao outros está pautado no amor de Deus por nós! Imagine sua festa da firma conhecendo o sentido primário do Natal: anjos cantam em uma estrebaria, reis trazem presentes caros a um bebê pobre, porque a esperança do mundo aponta para o nascimento do filho de Deus. Esta realidade impacta ricos e pobres, brancos e negros, orientais e ocidentais: nasceu Jesus, e pouco importa qual a data, desde que você veja nisso a chance de promover o nascimento do homem que dividiu a história ao meio, apenas por amor.

Assista à mensagem de Natal do Pastor Lipão: